Anúncio no Instagram ou no Google: qual escolher?

Silvio Soares
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Anúncio no Instagram ou no Google? Depende de onde o seu cliente está e do que ele faz antes de comprar. Veja como escolher para o seu negócio local.

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, a antiga Sé, no Centro do Rio de Janeiro
Imagem: Rodrigo_Soldon via Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Por Silvio Soares, consultor de marketing especialista em anúncios, com mais de 6 anos de experiência, dono da Cliqte no Rio de Janeiro. Atualizado em 22 de setembro de 2026.

Resposta rápida: No Google, o seu anúncio aparece para quem já está procurando o que você vende. No Instagram e no Facebook, ele aparece para pessoas que a plataforma acha que têm mais chance de agir. Para negócios locais que atendem uma necessidade na hora, o Google costuma ser o primeiro teste. Para quem precisa despertar desejo, o Instagram ajuda. Comece por um, meça e depois teste o outro.

Instagram ou Google: qual é a diferença?

Essa é uma das perguntas que mais chegam de donos de negócios locais. E a resposta começa com uma diferença simples. No Google, a pessoa procura. No Instagram, a pessoa descobre.

Olha só. Quando alguém digita “dentista no Centro” no Google, ela já quer um dentista. O anúncio aparece na hora certa. Quando alguém está passando o dedo pelas fotos no Instagram, ela não estava pensando em dentista. O anúncio a interrompe. Se for bom, chama a atenção. Se não for, ela passa direto.

Nenhum dos dois é melhor sempre. O que decide é o seu cliente. E o que ele faz antes de comprar. Este artigo ajuda você a escolher, sem achismo.

GoogleInstagram e Facebook
Como a pessoa chegaEla procura algo e vê o anúncioEla está navegando e vê o anúncio
Momento da pessoaJá quer resolverPode ainda nem ter pensado no assunto
O que pesa maisAs palavras que você atende e o texto do anúncioA imagem, o vídeo e a primeira frase
Como você escolhe quem vêPalavras e localObjetivo e local
Bom paraNecessidade na horaDespertar interesse e mostrar o dia a dia

Como funciona o anúncio no Google?

No Google, você escolhe as palavras que quer atender e o lugar onde o anúncio pode aparecer. Quando alguém pesquisa aquelas palavras, naquele lugar, o anúncio pode aparecer.

A ajuda do Google Ads sobre local explica que você pode escolher países, cidades, regiões, CEPs ou uma distância ao redor de um endereço. O mínimo dessa distância é 1 km.

Para o dono de um negócio local, isso é poderoso. Você paga só quando alguém clica. E o anúncio aparece para quem está perto e procura o que você faz.

O Google também mostra o anúncio em outros lugares, além da pesquisa. O Google cita Pesquisa, Shopping, YouTube, Gmail e Rede de Display na página sobre lista de clientes. Mas para começar, a pesquisa é o mais simples de entender.

Sabe por quê a pesquisa funciona tão bem? Porque a intenção já está na busca. Quem digita “conserto de notebook no Centro” quer consertar o notebook. O anúncio só precisa aparecer e ser claro.

Como funciona o anúncio no Instagram e no Facebook?

No Instagram e no Facebook, o caminho é outro. Você escolhe um objetivo. Por exemplo, vender mais, levar gente ao site ou receber mensagens.

A Meta explica na página sobre objetivos de anúncio que, para o anúncio ter sucesso, você deve escolher o objetivo que combina com a sua meta de negócios. A plataforma usa um sistema de leilão que procura pessoas no Facebook, no Instagram e no Messenger com maior probabilidade de fazer a ação ligada ao objetivo.

Ou seja, a plataforma escolhe quem vai ver. Você ajuda mostrando o local, a idade e outras informações. E o anúncio precisa chamar a atenção em poucos segundos, no meio de fotos de amigos e de outras marcas.

Por isso a imagem e a primeira frase pesam tanto. Anúncio bom não é o mais bonito. É o que vende. Mas, no Instagram, se não chamar a atenção, ninguém chega a ler o resto.

Qual escolher para negócios locais?

Depende do que o seu cliente faz antes de comprar. Faça esta pergunta: quando ele precisa do que eu vendo, ele procura ou espera aparecer?

  • Se ele procura, o Google costuma ser o primeiro teste. Exemplos: chaveiro, dentista, advogado, conserto, clínica.
  • Se ele descobre, o Instagram costuma ajudar. Exemplos: restaurante novo, roupa, doceria, evento, curso.
  • Se as duas coisas acontecem, comece por um só e teste o outro depois.

Não existe regra fixa. Existem hipóteses para testar. E a única forma de saber é medir. Anote quem chamou e quem comprou em cada um.

Tipo de negócio localO cliente costuma…Por onde começar
Chaveiro, conserto urgenteProcurar na horaGoogle
Clínica e consultórioProcurar e compararGoogle e ficha no Maps
Restaurante de almoçoDecidir perto do horárioGoogle e ficha no Maps; Instagram para mostrar o prato
Loja de roupa ou presenteVer e desejarInstagram
Curso ou eventoDescobrir e se interessarInstagram
Serviço para empresasProcurar quem resolva um problemaGoogle

Lembre: a tabela mostra tendências. O seu caso pode ser diferente. Por isso o teste é tão importante.

Quando o Google costuma fazer mais sentido?

O Google costuma ser um bom primeiro passo quando o seu serviço resolve uma necessidade que a pessoa já sabe que tem. Ela já pesquisa. Você só precisa aparecer com clareza.

  • O seu cliente tem pressa ou um problema para resolver.
  • Ele compara opções antes de decidir.
  • O seu serviço tem um nome que as pessoas digitam, como “dentista” ou “conserto de celular”.
  • Você atende um local específico, como o Centro do Rio.
  • Você tem uma ficha completa no Google Maps, que ajuda quem clica no anúncio.

Um cuidado. O Google mostra o anúncio para quem procura. Mas se ninguém procura o que você vende, o anúncio não tem para quem aparecer. Nesse caso, o Instagram pode ser melhor para criar interesse.

Outro cuidado. Se muita gente procura o que você faz, a concorrência também está lá. E o clique pode custar mais. Faça a conta do valor do cliente, como mostramos no artigo sobre quanto investir em anúncios no Centro do Rio.

Quando o Instagram costuma fazer mais sentido?

O Instagram costuma ajudar quando o seu cliente não estava procurando, mas pode se interessar se vir. É o caso de muita coisa que se compra por vontade, e não por necessidade.

  • O seu produto é bonito, gostoso ou chama a atenção na foto ou no vídeo.
  • O seu cliente gosta de ver o dia a dia e as novidades.
  • Você tem o que mostrar: fotos reais, vídeos curtos, bastidores.
  • Você quer se fazer conhecido na região antes de a pessoa precisar de você.
  • Você tem uma oferta para divulgar, como um evento ou uma promoção.

Agora imagina isto. Um café novo abre no Centro. Ninguém digita “café novo na Praça XV” no Google. Mas muita gente gosta de café e passa por ali. Um anúncio com uma foto boa, para quem está perto, pode fazer essa pessoa entrar.

Só que o Instagram exige constância. Anúncio sem imagens boas, sem resposta rápida às mensagens e sem oferta clara gasta dinheiro sem trazer cliente. É isso que acontece com muita gente que liga o anúncio e some.

Dá para usar os dois? Como dividir o dinheiro?

Dá. Muita gente usa os dois. Mas não comece pelos dois ao mesmo tempo. Sabe por quê? Porque, se você faz tudo junto, não sabe o que trouxe cada cliente.

  1. Escolha um só para começar, o que mais combina com o seu cliente.
  2. Anote cada contato e de onde ele veio.
  3. Rode por algumas semanas, sem mudar tudo o tempo todo.
  4. Some contatos, vendas e custo por cliente.
  5. Só então teste o outro, com um valor menor, e compare.

Como dividir o dinheiro? Eu não vou te dar uma porcentagem, porque ela depende do seu negócio. Faça assim: comece com o que você aceita perder enquanto aprende. Coloque a maior parte no que trouxe melhor resultado. E revise a cada mês.

O dinheiro do anúncio sai do seu caixa. E ele precisa voltar. Se um dos dois não trouxer cliente depois de bem testado, pare. Não mantenha por costume.

Como escolher o objetivo no Instagram?

No Instagram, o objetivo do anúncio importa muito. A Meta lembra que uma meta de otimização pode se enquadrar em vários objetivos, e que você deve escolher o que melhor corresponde à sua meta geral de marketing.

Para um negócio local, os objetivos mais comuns são três:

  • Fazer a pessoa mandar mensagem. Bom para quem atende por WhatsApp.
  • Levar a pessoa ao site. Bom para quem tem uma página com endereço, horário e contato.
  • Vender. Bom para quem tem uma loja online ou um cardápio com pedido.

Atenção. O objetivo escolhido muda para quem o anúncio aparece. Se você pede mensagens, a plataforma tende a mostrar para quem manda mensagem. Se você quer vender, ela tende a mostrar para quem compra. Escolha o que realmente importa para o seu caixa.

E lembre da inteligência do anúncio. Se ninguém conta para ela quem comprou, ela chuta. Por isso anote e conte quem virou cliente. Assim você ensina a plataforma. Veja o nosso artigo sobre a lista de clientes nos anúncios.

Como escolher o local nos dois?

Nos dois, o local pesa. Para o Centro do Rio, pense em quem passa, trabalha ou mora perto de você.

No Google, o mínimo do raio é de 1 km. Segundo a Wikipédia, o Centro tem 572,31 hectares, cerca de 5,7 quilômetros quadrados. Ou seja, um raio de 1 km já cobre boa parte do bairro.

No Instagram, você também escolhe o lugar. Comece pequeno, perto do seu endereço. Amplie só se os clientes vierem de mais longe.

Nos dois, escreva o bairro no texto. Quem lê o anúncio precisa entender, em segundos, que aquilo é perto dele.

Como medir os dois do mesmo jeito?

Não importa se o anúncio foi no Google ou no Instagram. A medida é a mesma. Quantas pessoas chamaram? Quantas compraram? Quanto custou cada cliente?

  • Use uma lista simples, com a data, o nome, como a pessoa chegou e se comprou.
  • Use um link com código para cada anúncio, como mostra a página sobre criadores de links do Google Analytics.
  • Peça ao atendente para perguntar: “Como você conheceu a gente?”.
  • Use um cupom ou uma palavra-código em cada anúncio, quando fizer sentido.

Um cuidado com os números do painel. Cliques e curtidas não pagam conta. O Google explica que a taxa de cliques mostra quantos cliques o anúncio recebeu em relação às vezes em que apareceu. Ela indica se o anúncio parece útil. Mas quem paga a conta é quem compra.

Exemplo: três negócios do Centro e o caminho de cada um

Exemplo hipotético, só para mostrar o raciocínio.

  1. Chaveiro: o cliente tem pressa e procura no celular. O dono começa pelo Google, com raio ao redor do endereço, texto claro e telefone bem visível. Depois cuida da ficha no Google Maps.
  2. Doceria nova: ninguém pesquisa o nome dela ainda. O dono começa pelo Instagram, com fotos reais dos doces e um anúncio para quem está perto. Depois, quando o nome ficar conhecido, faz um anúncio no Google para quem procura por ela.
  3. Consultório: o paciente pesquisa e compara. O dono começa pelo Google e pela ficha no Maps. O Instagram entra depois, para mostrar o atendimento e ganhar confiança.

Repare que o caminho muda. Mas a lógica é a mesma. Pergunte o que o cliente faz. Comece por um só. Meça. E só depois amplie.

E se você não sabe mexer em nenhum dos dois?

Muita gente trava aqui. Você sabe que precisa anunciar. Mas o painel parece complicado. Calma. Você tem três caminhos honestos.

  • Aprender o básico e fazer você mesmo. Comece com um anúncio simples, um valor pequeno e uma região pequena. Anote tudo.
  • Contratar alguém que explique. Use as três perguntas do nosso artigo sobre quem cuida dos seus anúncios. A conta deve ficar no seu nome.
  • Pedir uma consultoria pontual. Serve para você sair com um plano claro e tocar sozinho depois.

Qualquer um dos caminhos funciona, desde que você entenda o que está sendo feito com o seu dinheiro. Mais simples do que parece. Só não vale ligar o anúncio e esquecer. Ele precisa de acompanhamento toda semana.

Eu te digo com sinceridade. Nem todo negócio precisa começar pelo anúncio pago. Às vezes a ficha no Google Maps, bem cuidada, já traz os primeiros clientes. Comece pelo que é gratuito. Depois, se fizer sentido, invista.

Erros comuns na hora de escolher

  • Escolher pelo que está na moda, e não pelo que o seu cliente faz.
  • Começar pelos dois ao mesmo tempo e não saber qual trouxe cada cliente.
  • Julgar o anúncio pelos cliques e curtidas, e não pelas vendas.
  • Usar fotos ruins no Instagram ou textos confusos no Google.
  • Demorar para responder as mensagens que chegam.
  • Mudar tudo no anúncio toda semana.
  • Não anotar quem chamou e quem comprou.

Resumindo

  • No Google, a pessoa procura. No Instagram, a pessoa descobre. Escolha pelo que o seu cliente faz antes de comprar.
  • Para necessidade na hora, como chaveiro ou consultório, o Google costuma ser o primeiro teste.
  • Para produtos que despertam desejo, como doces e roupas, o Instagram costuma ajudar.
  • Comece por um só. Anote contatos, vendas e custo por cliente. Só depois teste o outro.
  • No Instagram, escolha o objetivo que combina com a sua meta. Ele muda para quem o anúncio aparece.
  • Nos dois, escreva o bairro no texto e cuide da ficha no Google Maps.
  • O dinheiro do anúncio sai do seu caixa. E ele precisa voltar.

Perguntas frequentes

Qual é mais barato: anúncio no Instagram ou no Google?

Não existe uma resposta única. O custo depende do local, da concorrência e do que você anuncia. O que importa é quanto custou cada cliente que comprou. Meça os dois do mesmo jeito e compare.

Preciso de site para anunciar no Instagram?

Não é obrigatório. Muitos negócios locais usam mensagens por WhatsApp como objetivo. Mas um site simples, com endereço, horário e contato, ajuda quem quer mais informações antes de decidir.

Posso anunciar no Google e no Instagram ao mesmo tempo?

Pode, mas é melhor começar por um. Assim você sabe o que trouxe cada cliente. Depois de medir, teste o outro com um valor menor e compare o custo por cliente.

Como o Instagram decide quem vê o meu anúncio?

Segundo a Meta, o sistema de leilão procura pessoas com maior probabilidade de realizar a ação ligada ao objetivo que você escolheu. Por isso o objetivo certo importa.

Anúncio no Google funciona para negócio pequeno?

Pode funcionar, se a conta fechar. Você define o valor por dia e pode mudá-lo a qualquer momento. Comece pequeno, escolha bem o local e anote os resultados. Ninguém pode garantir resultado antes de testar.

O que fazer se nenhum dos dois trouxer cliente?

Olhe o caminho: o anúncio aparece? As pessoas clicam? Quem clica chama? Quem chama compra? O ponto onde o número cai mostra o problema. Pode ser o anúncio, a página, o preço ou o atendimento.

Fontes e leituras confiáveis

Eu não atendo todo mundo. Se o seu negócio já vende, me conta sobre ele. Conheça a assessoria de anúncios ou a consultoria de anúncios.

Sobre o autor. Silvio Soares é consultor de marketing especialista em anúncios, com mais de 6 anos de experiência, dono da Cliqte no Rio de Janeiro. Conheça o trabalho dele.

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